terça-feira, 16 de maio de 2017

Dona Mariza, as elites e as lojas marisa...

Quase muito pouca coisa me espanta nos dias atuais...

Afinal, já li e ouvi um filho da puta que tem diploma de médico fazer chacota da Primeira Dama quando ela estava às portas da morte...

Então...ler ou assistir gracejos de um publicitário em nome de uma rede de lojas nem deveria nos assustar, tamanha a banalização do mal...

Mas o caso da rede de lojas em questão é, digamos, sui generis...

O perfil das supostas doações (legais) da Odebrecht já revelava que, apesar das alianças táticas com os governos petistas, o alvo principal do dinheiro eram os de sempre, ou seja, a corja golpista...

O caso das lojas de artigos femininos é ainda mais grave...

A dona da rede foi cortejada para atuar como ministra, e assim como o pessoal da Odebrecht, jamais experimentou crescimento parecido com o que lhes foi proporcionado na era Lula e Dilma, com a expansão da base de consumo entre os mais pobres, justamente o público alvo principal da rede de lojas...

Some-se a isso o fato de que a CEO da empresa é mulher, que certamente durante sua história de vida deve ter experimentado toda sorte de assédio e questionamentos acerca do gênero...

Não há como se desculpar...

Se não temos a tradição de queimar essas lojas (o que seria politicamente aceitável), o que nos resta é um boicote implacável a essa rede de lojas onde se propagandeia o desrespeito, a misoginia, enfim, o ódio...

E que cada petista ou pessoa com bom senso nesse país se lembre que NÃO É POSSÍVEL MANTER DIÁLOGO COM ESSES ANIMAIS!


3 comentários:

Anônimo disse...

Douglas,

Se você acha "politicamente aceitável" "queimar essas lojas", onde afinal está o verdadeiro ódio?
A propósito, você acredita e/ou defende que tudo é permitido para se chegar a este devir que sua utopia alimenta?

douglas da mata disse...

Caro comentarista, creio que você é um pouco mais inteligente que o lugar comum que vem embutido na sua "pergunta"...

Olha, é mais ou menos como arguir o ódio de ex-escravos contra seus senhores, ou de questionar o ódio de classe dos explorados em relação aos seus exploradores...

O comportamento pacífico sempre amaina nossas consciências (só isso), mas o fato é que a ausência total de ódio (resiliência) nunca ajudou a construir nada, senão perpetuar a exploração, a covardia e o massacre dos mais pobres para que os ricos fiquem cada vez mais ricos...

Tudo pode ser permitido, dentro de cada contexto apropriado...

É claro que se a elite cretina e seus lacaios da mídia tivessem um comportamento democrático, onde as alternâncias de governo e poder fossem respeitadas (por exemplo), eu lhe diria que o ódio e a violência seriam desnecessários, mas com o rompimento de todas as regras democráticas para imposição do saque das nossas riquezas e cassação de direitos sociais conquistados a ferro e fogo, toda violência ainda será pouca...

E enfim, torça você para que quando chegar esse tempo, haja um projeto político de esquerda orientando essa revolta, porque senão será, aí sim, o caos...

Anônimo disse...

A CLASSE MÉDIA E O ESCRAVO DOMÉSTICO

Os colonos brancos escolhiam alguns escravos para serviços domésticos, no interior da casa grande, esses escolhidos aprendiam a ler, usavam roupas melhores, e comiam melhor, chegavam ao ponto de achar os brancos, pessoas boas, chegavam a se achar donos da casa grande, e quando havia festas na senzala, onde os negros iam planejar fugas, esses escravos domésticos iam, ficavam sabendo dos planos de outros negros e TRAÍAM porque achavam a fuga injusta, achavam os brancos "bonzinhos", se achavam brancos.

Qualquer semelhança dos negros domésticos e a classe média não é mera coincidência